Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Por que é que as ondas...

 

 
 
 

Por que é que as ondas...
... chegam à praia quase paralelas à costa?
 

 
Se olharmos o oceano de cima, de um ponto mais elevado numa costa, vemos o padrão horizontal de cristas de onda que se aproximam dela. E podemos então notar que, seja lá de que direcção as ondas venham, elas acabam por se ir encurvando ao chegar mais perto da costa de modo a chegarem à praia numa direcção quase perpendicular a ela, mas raramente exactamente perpendicular.
 
O que se passa é que, quando uma onda se aproxima da costa numa direcção que faz um determinado ângulo com a perpendicular à costa, as partes mais próximas da costa «sentem» o fundo mais cedo e, nessas partes, a velocidade de propagação das ondas diminui. À medida que cada parte da crista da onda vai sentindo o fundo, as partes que o sentiram antes vão diminuindo cada vez mais a sua velocidade. Deste modo e de uma forma contínua a linha da onda vai sendo encurvada: um fenómeno a que se chama refracção das ondas, por ser similar ao que se passa com os raios de luz na refracção óptica. E é isto que faz com que as ondas acabem por chegar à praia numa direcção quase perpendicular a ela e rebentem de um modo quase paralelo à costa.
 
Na refracção, passa-se algo de parecido com uma fila de soldados que vira uma esquina em formação, com os soldados que estão mais perto da esquina a andarem mais devagar e os que estão longe dela a andarem mais depressa. Se uma onda encontra uma parte da costa mais saliente, como um promontório, a parte que a «sente» primeiro diminui mais depressa de velocidade e as outras partes, de ambos os lados, seguem em frente mas vão sendo encurvadas e vão acabar por rebentar de cada um dos lados dessa saliência (os soldados em frente ao promontório param e os outros atacam-no rodeando-o de ambos os lados). As ondas convergem nessas partes mais salientes e ao rebentar gastam nelas a maior parte da sua energia, causando mais erosão do que nas outras partes da costa. Nas baías, a refracção faz com que as ondas divirjam e a energia aí despendida seja mínima, tornando as baías mais calmas.
 
As partes salientes das costas «chamam as ondas». E a energia das ondas é assim distribuída de forma ir tornando a linha de costa cada vez mais rectilínea.
 
As ondas provocadas pelos ventos das tempestades podem ser extremamente destrutivas. Chegam por vezes a conseguir levantar estruturas de mais de 2000 toneladas. Mas as ondas mais destrutivas são as associadas aos maremotos e aos tsunamis.
 
 

publicado por Praia da Claridade às 00:00
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6 comentários:
De soaresesilva a 1 de Janeiro de 2008 às 14:11
Esta explicação científica do rebentar das ondas e muito interessante mas a mim o que me interessa, é ver o seu efeito e isso nunca me cansa. Quem me dera viver junto ao mar!!!!


De Sindarin a 26 de Janeiro de 2008 às 15:01
Olá meu amigo. Espero sinceramente k estejas a pensar em continuar porque tb me começo a questionar com todos os amigos a irem embora se vale a pena estar aqui. Obrigada pela tua amizade e pelo carinho das tuas palavras. Um beijinho bfsemana.


De TiBéu ( Isa) a 28 de Fevereiro de 2008 às 20:14
Não vai nada embora.... e depois como aprendiamos estas coisas?
Tem que pensar em nós
beijinho para os dois


De marcia a 11 de Fevereiro de 2008 às 01:16
Maravilhosas suas imagens e mensagens, belo blog!
Beijos,uma ótima semana.


De Praia da Claridade a 12 de Fevereiro de 2008 às 13:00
Marcia: agradeço a visita e as palavras deixadas neste meu blog.
Retribuo os votos de óptima semana.
Beijos.


De TiBéu ( Isa) a 28 de Fevereiro de 2008 às 20:14
Curiosidade, fiquei a pensar.... tambem gosto muito do mar da Figueira em especial no Inverno. bj e bom fim de semana


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